Consultório 1A

Gestão e marketing médico

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  • Consultas médicas são commodities

    “Consultas médicas são commodities”. Essa foi a frase que me veio a cabeça enquanto lia um livro sobre marketing digital.

    Estava estudando mais sobre ofertas, basicamente a forma como você ”apresenta” o seu produto, ou serviço, para o seu potencial comprador e como isso impacta no resultado dos negócios.

    Nesse momento, me surgiu como um estalo o questionamento: o que diferencia a sua consulta médica da consulta de outro colega?

    A maioria vai me responder coisas genéricas como: eu escuto o paciente, eu sou extremamente acolhedor, tenho 20 anos de experiência, tenho várias pós-graduações, minha consulta dura 60 min… (ou algo similar a isso).

    Ainda assim, sua consulta é uma commodity. Eu vou compará-la com outras consultas. Talvez eu te escolha pelos seus diferenciais, assim como eu escolho um café premium em troca de um café tradicional, mas ainda é café.

    O que eu me peguei pensando, e que acredito que poucos médicos pararam para refletir é: como posso fazer uma oferta para que o meu paciente enxergue o meu atendimento de uma outra forma? Como faço para não ter o meu valor comparado a de uma consulta.

    Nessa reflexão, faço questão de pontuar: não estou falando em charlatanismo, em oferecer algo que o paciente não precisa ou superfaturar algo. Nada disso, estou falando para bons profissionais, éticos e íntegros.

    Com isso, vieram algumas ideias na cabeça, que acredito que façam sentido para o seu paciente e vão ajudar a melhorar a sua oferta.

    Pense no médico Jorge e na médica Luiza, ambos são pneumologistas e atendem pacientes com asma, e cobram R$ 500 a consulta.

    O médico Jorge fala que a sua consulta dura uma hora e tem direito a um retorno.

    A médica Luiza fala que ela entrega para os seus pacientes um acompanhamento por whatsapp entre as consultas e um material explicando como cuidar da casa para diminuir crises asmáticas. Além disso, durante a consulta, ela entrega um plano personalizado de mudanças, que esse paciente pode fazer em seu estilo de vida, para amenizar os seus sintomas da asma.

    Quais dessas duas ofertas o paciente enxerga mais valor? É sobre isso que estou falando.

    Muitas das ações que a Luiza faz, não tem custo algum, simplesmente agregam em sua oferta. Finalizando, nossa conclusão de hoje é a seguinte:

    Quais elementos você pode agregar a sua consulta para que ela se torne barata para o seu paciente?

    Até, sigo com você.

    Gabriel Aledi

  • Todo médico consegue

    Fiz questão de parar, depois de um dia cansativo de trabalho, para escrever para você. Fiz isso de propósito, quero te mostrar que o médico não precisa de muito para ter um consultório eficiente.

    Essa pode não ter sido a melhor hora para escrever, estou com a mente cansada. Esse pode não ser o melhor conteúdo, estou fazendo de improviso. Só que está sendo feito.

    Muitos médicos se perdem nisso. Eles não começam, ou não fazem o que precisa ser feito. Pior, aderem à “estratégia do momento”, cada dia testam coisas diferentes, brincando de sorte com o sucesso.

    Quando eu falo que é simples, muitas pessoas não acreditam, ou ficam desconfiadas. Agora, eu conheço pouquíssimas pessoas que realmente fazem o simples, menos ainda que fazem o simples bem feito, menos ainda quem faz o simples bem feito por tempo suficiente.

    Você não precisa de um script de atendimento perfeito, você precisa de um script de atendimento: ponto. De tempos em tempos, precisa fazer melhorias e é isso.

    Você não precisa da estratégia de encantamento (coloque um nome marketeiro aqui), você precisa cuidar do seu paciente, se importar com ele. Precisa mandar mensagem depois da consulta perguntando como ele está, se tem alguma dúvida ou se precisa de ajuda.

    Você não precisa de várias campanhas de marketing, você precisa aparecer para o seu paciente. Uma campanha em buscadores (Google, por exemplo) para sua especialidade, uma campanha nas redes sociais (levando para o seu site), já bastam.

    Você não precisa ser um blogueiro, se não quiser. Pode gravar um conteúdo longo – uma aula de 30 min por semana – e usar esse material para cortes e como base para outros conteúdos. 30 min bastam, 30 min.

    Para finalizarmos, você não precisa ser perfeito. Você precisa fazer. Fazer e melhorar.

    É isso que quis te mostrar hoje e é isso que estou fazendo com a minha produção de conteúdo. Sempre fui dos bastidores, sempre gostei de ser o cara técnico, que resolve os problemas. Decidi, após a insistência de colegas e clientes, começar.

    Meus vídeos no YouTube são simples, meus posts no Instagram são feitos no Canva, meus cortes eu pago uma editora de vídeo para fazer. Só que, a cada dia, eu fico melhor.

    Não coloque desculpas, descubra o óbvio, seja constante, melhore gradativamente e nunca pare de aprender.

    Até, sigo com você.

    Gabriel Aledi